domingo, 27 de setembro de 2009

Vergonhas

"Quem te viu, quem te vê. Quem não a conhece não pode mais ver pra crer. Quem jamais esquece não pode reconhecer." Chico Buarque.

Hoje tenho vergonha de mim. Dos meus erros, fracassos, amores.Tenho vergonha do meu vestir, do meu falar, do meu andar, e do meu deitar. Só por hoje eu queria nascer de novo. Ter direito a um recomeço., a uma nova chance. É fácil falar em perdão quando se é Maria, só ela engravidou em uma época de virgem e não ficou desamparada. E Maria Madalena? Não foi apedrejada em praça publica, mais eu?, não sou Maria de nada, nem do bairro, nem com as outras. Eu sou sozinha, e esse meu sozinha consegue se ferir sem precisar do outro. Eu sozinha consigo dá um tiro no meu próprio pé, e corro o risco de morrer com o sangue escorrendo sem ninguém ver.
Pega essa sou eu. Minha culpa, minha única e exclusiva culpa é querer controlar o que sinto, o que o outros sentem. Minha culpa de querer ser a rainha do alto controle. Minha tremenda culpa de fazer de mim uma menina moderna que não sou. E isso tudo me deixou meio azeda, sem graça, esquisita, mentirosa, arrogante, meio um pouco cheia de mim.

L.P

"Pense que eu cheguei de leve, machuquei você de leve, e me retirei com pés de lã."(ainda Chico Buarque)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

a solução seria eu sumir?

"O que eu posso contra o encanto desse amor que nego tanto, evito tanto, e, que, no entanto, volta assim pra enfeitiçar..." Chico Buarque . (Se todos fossem iguais ao Chico...)

Mas agora o que sobra e o quase nada, dessa sua vida social, do seu emprego fantástico e fodastico que tu tanto estima e do teu jeito de gostar de todo mundo que nem sobra tempo pra mim. E eu nem gosto tanto assim, Tua voz é chata, teu sotaque forçado, teu cigarro enjoativo, teu sorriso eu detesto e teu cheiro então... Eu preciso sumir, do teu MSN, twitter, Orkut, essas porcarias que inventaram pra diminuir a distancia, mais que mesmo você- um cara todo “antenado as tecnologias”- insiste em ficar longe. Outro dia inventaram um tal de celular, as vezes a operadora faz umas promoções bacaninha com tarifas reduzidas pra DDD, e ops nossa operadora é a mesma é só colocar um código antes que dá pra sair com a tarifa local. Mais pra ti é difícil né? Ah também possui uma ferramenta chamada sms uma tecnologia barata dá pra escrever, é um ótimo atalho pra quem vive com pressa ou tem dificuldades em falar, é so apertar o enviar que pode ser direcionado a qualquer pessoa da agenda, o único problema é que custa $0.30 – é trinta centavos-, eu sei pode não estar no seu orçamento. Eu não sou qualquer, e esse SMS me faz escrever coisas estúpidas mesmo sabendo que o visor do meu celular novo cor-de-rosa não vai piscar com uma resposta. E poxa eu troquei o aparelho e fiz um esforço danado pra manter o mesmo numero, só pelo falo de que todas as pessoas que me ligam uma em especial não precisa perder meu numero. Pronto desliguei. E como eu moro no meio da floresta eu invento uma desculpa pra essa porcaria que bate aqui dentro do lado esquerdo entender que o acesso aqui é difícil, por isso não chega nenhuma noticias suas, quem sabe se eu fizer a dança da fumaça. Quem sabe eu mereça desligar geral mesmo. E entender de uma vez por todas que quando existe um querer nenhuma desculpa vai ser o suficiente clara para que o “meu gostar de você deixe de gostar assim”. É eu realmente preciso sumir pra quem sabe, quando eu voltar eu crie coragem pra dizer: “não espero mais você ”... E realmente não preciso de você pra nada, absolutamente nada, e mesmo assim eu fico aqui como a sensação que eu preciso tanto...

L.P

"Quando você me quiser rever, já vai me encontrar refeita, pode crer." Chico Buarque.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

mais um pouquiino de Caio...

- Pode ser, mas... Suponhamos. Eu já vivi isso. E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente.
Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você
acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural.
Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer
será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.
Caio Fernando Abreu (Pela Noite)



PS: tenho um texto pronto.. tenho outro na mente... tenho um monte de duvidas.. e uma falta de inspiração... dizem que "artistas" se expressam melhor quando estão sofrendo... acredito nisso.. então tb acredito que logo logo vai ter um post aq.. pelo segundo motivo.

domingo, 23 de agosto de 2009

"sim, eu sei,
eu vou escrever,
não eu não
vou escrever,
mas é bom
você botar um casaco, está esfriando tanto"
(C.F.A)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cansei, dá licença?

Preciso é de certezas. Do concreto, do provável, do possível. Do lugar certo, da hora certa. Do pra sempre, sem ter que desconfiar se vai ser pra sempre mesmo. Preciso é receber pelo menos metade do que eu dou, ou do que mereço. Quero os três pontinhos, a virgula, dispenso o ponto final. Preciso acreditar novamente. Estou cansada de desconfianças, cansada dessa insegurança. Cansada. Pronto achei. É esse é o verbo- eu cansada.
Cansada de nunca chegar na largada , no pódio. Quero exercer o direito de ir e vim, na verdade não estou indo, tou ficando. Cansada de ver todo mundo partindo, cansada de amar com todas as forças desse mundo e por fim não saber se isso é bom. Cansada de querer, de lutar. Mais o que mais cansa é o querer. Cansada de bancar a mulher super moderna, de ir na academia todo dia, cansada de ler livros, falar de sexo, pintar quadros, saber tudo de historia da arte, gostar de política, futebol e MPB e ser trocada por uma piriguete perebenta. Não dessa vez, não! Nada de pensar em ligar, tirar satisfações .
Ei, essa não sou eu. Quer saber ? Cansei ²

Quero ser Melissa Cadori!
Não vou pensar no assunto, escrever texto, chorar, não comer, nem perder sono por isso...
Meu anti sinais é caro demais pra eu criar rugas...
Use filtro solar.
Respira- inspira, passou...

Uma boa noite de sono, uma massagem terapêutica, uma lavada no cabelo, um manicure e meu espelho, podem ate não acabar com a insegurança e a vontade de ligar e bancar a descontrolada. Mais nem vai ser preciso muito esforço pra eu ter certeza de que- quem quer que seja a dá vez ( é dá mesmo) Quem quer que seja a dádá é alguém que nunca vai ser como eu. Ah não mesmo!!!!

L.P.